quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Enquanto isso, em Brasília!

Cena 1

Ciclovia de Ceilândia está inacabada

A ciclovia da cidade deveria ter sido entregue no fim do ano passado, mas não foi concluída. Administrador não indicou data certa para recomeçar a obra.


A maior parte da ciclovia de Ceilândia ainda está só com as estacas de demarcação. A construção, que começou em setembro e deveria ter sido concluída no fim do ano, está parada.

Sem manutenção, até as áreas pavimentadas estão se perdendo. O barro avança pela pista. “Esqueceram de colocar muretas para evitar que o barro invada a ciclovia. Acabou que a chuva forte arrastou a lama, impedindo a gente de passar”, indica o estudante Rafael Damasceno.

Qualquer deslize pode ser perigoso. O risco é ainda maior porque os fios da rede elétrica ficaram expostos. Sempre quando se aproxima do local, o servidor público Flávio Silva redobra os cuidados. Logo adiante, é obrigado a descer da bicicleta.

“Fizeram um bloqueio numa parte, o que dificulta o acesso. A gente tem que parar, descer, transpor esse obstáculo para depois conseguir seguir”, conta.

Quem usa a ciclovia precisa, realmente, estar atento o tempo todo. Isso porque a pista pavimentada acaba de uma hora para outra, e logo começa a via de chão batido. Não há qualquer indicação da transição para o ciclista.

O administrador de Ceilândia, Ari de Almeida, admite as falhas no projeto. “Ela leva a um lugar cego e você não consegue achar onde ela inicia”, comenta. Mesmo assim, o administrador diz que a obra deve ser retomada até o meio do ano. “As empresas tinham um prazo para executar. Como elas não conseguiram cumpri-lo, o empenho para o pagamento da segunda parcela foi cancelado”, explica.

Ari de Almeida diz ainda que o governo trabalha, agora, o reempenho, para que seja dada continuidade à obra. O aposentado Noé Pereira da Silva está contando com isso. O ciclista não se conforma com o abandono da ciclovia. “É o dinheiro jogado fora e o desrespeito com o ciclista, porque tem muita gente na Ceilândia que se locomove de bicicleta”, fala.

Alessandra de Castro

VEJA O VÍDEO DA MATÉRIA



Cena 2

PAC da mobilidade terá investimentos de R$ 18 bilhões


LEONENCIO NOSSA E SANDRA MANFRINI - Agencia Estado

BRASÍLIA - O Ministério do Planejamento realiza nesta manhã, em Brasília, a cerimônia de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinado à mobilidade. Segundo nota divulgada à imprensa, com o lançamento está aberto o processo de seleção de projetos para incrementar a infraestrutura do transporte público coletivo nas 24 maiores cidades do País.

O programa terá investimentos de R$ 18 bilhões, sendo R$ 6 bilhões de investimento direto da União e R$ 12 bilhões por meio de financiamento, com o objetivo de ampliar a capacidade de locomoção e melhorar a infraestrutura do transporte público nas grandes cidades.

Segundo o ministério, serão selecionados projetos para implantação e melhoria da infraestrutura do transporte público coletivo e também para a aquisição de equipamentos voltados para a integração, controle e modernização de sistemas. Os projetos, esclarece o ministério, podem incluir sistemas de transporte sobre pneus, como corredores de ônibus exclusivos (BRT, na sigla em inglês) e de Veículos Leves Sobre Pneus (VLP), além de sistemas sobre trilhos, como trens urbanos, metrôs e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT).

Os 24 municípios a serem beneficiados pelo PAC Mobilidade foram divididos em três grupos. O primeiro é formado por nove capitais de regiões metropolitanas com mais de três milhões de habitantes: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Curitiba.

O segundo grupo inclui seis cidades com população entre um e três milhões de habitantes: Manaus, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas e São Luís. O terceiro grupo é voltado para cidades de 700 mil a um milhão de habitantes e engloba mais nove cidades: Maceió, Teresina, Natal, Campo Grande, João Pessoa, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Bernardo do Campo.

Seleção dos projetos

Segundo o ministério do Planejamento, os projetos devem ser apresentados pelos Estados e/ou municípios seguindo critérios já estabelecidos para enquadramento. Entre eles estão a garantia de sustentabilidade operacional dos sistemas, a compatibilidade entre demanda e os modais propostos e a adequação às normas de acessibilidade.

Segundo o ministério, serão priorizados projetos que beneficiem áreas de população de baixa renda, que já contêm com um projeto básico pronto e que tenham situação fundiária regularizada. As inscrições dos projetos poderão ser feitas a partir do dia 21 de fevereiro, no site no Ministério das Cidades.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,pac-da-mobilidade-tera-investimentos-de-r-18-bilhoes,55292,0.htm

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ONGs do Distrito Federal cobram construção de ciclovias

Postado em 08/02/2011 ás 11h44

O Governo implantou apenas 42 km de ciclovias, restam 558 km. (Imagem: Roosewelt Pinheiro/ABr)

Na última quinta-feria (3) ONGs ambientais do Distrito Federal entregaram ao presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Moacir Bueno, um documento cobrando melhoras na infraestrutura destinada ao uso das bicicletas como meio de transporte.

Em 2009 uma lei estadual estabeleceu como meta do governo a construção de 600 quilômetros de ciclovias em todo o distrito federal. No entanto, até 2010 apenas 7% da meta havia sido alcançada, com a implantação de 42 km de pistas especiais para os ciclistas.

Como causas para a preocupação e cobrança de ações emergenciais estão dois fatores. O primeiro deles é o aumento expressivo no número de mortes causadas por acidentes de trânsito envolvendo os ciclistas. Em 2000 foram 780 casos e em 2007 esse número subiu para 1.139. O segundo ponto analisado pelas ONGs é a melhoria das condições atmosféricas que o incentivo ao uso das bicicletas pode causar.

A legislação já existente no estado prevê que o Sistema Cicloviário a ser construído seja formado principalmente por ciclovias, ou seja, pistas separadas das estradas destinadas aos veículos tradicionais onde possa trafegar somente ciclistas. A segunda opção são ciclofaixas, que compartilham as mesmas ruas que os carros, mas com um espaço demarcado onde só circulem bicicletas. Os viadutos, pontes e túneis também deverão receber adequações que facilitem e possibilitem aos ciclistas trafegar em seguranças.

Conforme previsto na lei o governo local deverá oferecer também projetos educacionais que promovam o comportamento seguro e o uso responsável da bicicleta como meio de transporte limpo.

As mudanças no sistema cicloviário promovem muitos benefícios. Os ciclistas ganham mais qualidade de vida e saúde, o meio ambiente fica menos poluído, o trânsito diminui e consequentemente o stress causado por ele, também. Conforme um estudo divulgado em 2010 pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, o deslocamento de até cinco quilômetros é feito de maneira mais eficiente sobre as duas rodas de uma bicicleta do que em um automóvel de passeio ou transporte público.

Existem exemplos bem sucedidos de cidades por todo o mundo que investiram nas ciclovias. A capital dinamarquesa, Copenhagen, acreditou nessa proposta e hoje é considerada “a melhor cidade do mundo para os ciclistas”. Não é preciso ir tão longe, na América do Sul, a cidade de Bogotá é referência mundial de como esse tipo de investimento tem um bom retorno garantido. A bicicleta é o melhor meio de transporte para conhecer a capital colombiana, que possui 350 quilômetros de ciclovias. Argentina, Paris e Inglaterra também trilham o mesmo caminho. No Brasil as ciclovias ainda não são os principais alvos do governo e as cidades que possuem as melhores estruturas são Rio de Janeiro e Curitiba. Com informações da WWF-Brasil.

Redação CicloVivo

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A mobilidade por bicicleta e o anti-jornalismo

A mobilidade por bicicleta e o anti-jornalismo

8/12/2010 – Por Uirá Lourenço (Servidor público e ciclista por opção)

Resolvi escrever sobre dois temas que me fascinam: mobilidade urbana e jornalismo. Alguns fatos recentes me fizeram pensar mais na relação entre os assuntos. Na verdade, o estopim se deu após a notícia veiculada no jornal O Diário, de Maringá (Paraná), no dia 3 de dezembro.

A matéria cita Brasília como exemplo de investimento em transporte por bicicleta. Os dados do Distrito Federal apresentados no texto – quase 130 km de ciclovias e 400 mil usuários de bicicleta como meio de transporte – não condizem com a realidade e escondem os riscos dos que optam pela bicicleta no agressivo trânsito da capital federal.

O verdadeiro jornalismo compromete-se com a verdade. A apuração dos dados “oficiais” enviados pelo governo mostra-se fundamental. Uma análise mais detalhada, entrevistas com usuários de bicicleta ou uma simples pedalada revelaria o verdadeiro contexto de Brasília.

A matéria afirma: “Até 2009, de acordo com o governo do Distrito Federal, eram quase 130 quilômetros lineares de ciclovias, construídas ao custo de R$ 7,5 milhões.” A própria página do Programa Cicloviário do Distrito Federal (Pedala-DF) informa que são 42 km de ciclovias. Vale lembrar o conceito de ciclovia – via totalmente segregada do tráfego motorizado. Ou seja, não se podem incluir acostamentos, ciclofaixas nem os percursos na terra abertos nos amplos canteiros por pedestres e ciclistas que não dispõem de espaço seguro (os chamados caminhos de rato).

Trilha no canteiro – ciclovia, calçada ou improviso?

O que dizer de tamanha discrepância nos números? Possivelmente, o texto foi escrito por alguém que imagina uma cidade ideal cortada por centenas de quilômetros de ciclovia. Alguém que desconhece a cidade, não usa a magrela no dia a dia e ainda crê na solução mágica da palavra ciclovia.

Da mesma forma, o número de usuários de bicicleta apresentado está errado, excessivo. Desconheço uma fonte que forneça números confiáveis de ciclistas no DF (geralmente, os dados estatísticos referem-se ao trânsito motorizado), mas afirmo com tranquilidade que a proporção de ciclistas é muito menor. Uma olhada de relance em qualquer via revela a desproporção entre carros e bicicletas. Com 400 mil ciclistas para uma população de cerca de 2,5 milhões teríamos uma Brasília muito mais agradável.

Ciclista espremido pelos carros na EPTG (“Linha Verde”)

Precisamos de muito mais para sentir os benefícios da cultura ciclística presente em Copenhague e Amsterdam, onde a bicicleta é utilizada em quase metade dos deslocamentos diários. É necessário ter segurança no trânsito, campanhas educativas, fiscalização das infrações (alguém já viu um motorista ser multado por não dar preferência ao ciclista ou por tirar fina, conforme prevê o código de trânsito?), moderação de tráfego (velocidade menor nas vias incentiva os deslocamentos a pé e por bicicleta).

É necessário que os gestores públicos e jornalistas comecem a pedalar. Já que, no discurso, muitos veneram a bicicleta como opção limpa e saudável de transporte, gostaria de ver secretários de transporte, diretores de órgãos de trânsito e prefeitos indo ao trabalho e às compras de bicicleta. Que belo exemplo seria aos demais cidadãos.


Sorocaba e as bicicletas

Sorocaba sediou, no início deste mês, a segunda edição do Bicicultura, evento que reúne pessoas engajadas na luta por uma mobilidade sustentável, com foco na bicicleta. A cidade é um exemplo de que só investimento direto em ciclovia não basta. Apesar de já contar com 65 quilômetros de vias vermelhas para ciclistas, o fluxo de usuários ainda é baixo. E o tráfego de ciclistas fora da ciclovia revela-se agressivo. As garantias de circulação de pedestres e ciclistas previstas no código de trânsito, como a preferência nos cruzamentos, são desrespeitadas.

Uma notícia do jornal impresso Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, demonstra mais um caso de anti-jornalismo. Durante o Bicicultura, eu mais outros colegas ciclistas conversamos com o prefeito, Vitor Lippi, que havia proferido palestra. Parabenizei o trabalho realizado na cidade e comentei sobre alguns problemas detectados ao pedalar pela cidade, em especial a tinta usada na pintura da ciclovia e o risco do tráfego compartilhado fora das vias exclusivas para ciclistas.

No dia seguinte (3/12), descobri que fui citado numa matéria sobre ciclovias. Eu sequer dei entrevista para qualquer jornalista. Resumindo o caso, o suposto profissional da área de jornalismo ouviu a conversa com o prefeito, fez as anotações que quis, perguntou meu nome para alguma pessoa do evento e expôs críticas ao prefeito com base em minhas declarações. Curiosamente, a matéria não informa que, no início da conversa, eu havia elogiado o investimento no transporte por bicicleta.

Não bastassem o desconhecimento e o descaso governamentais com o a mobilidade sustentável, os cicloativistas ainda têm que lidar com o desserviço prestado por jornalistas sem conhecimento do assunto ou mal-intencionados.

Confira as duas matérias mencionadas no artigo.

- Notícia veiculada no jornal O Diário (Maringá-PR):

http://www.odiario.com/maringa/noticia/370069/prefeitura-tenta-recursos-para-aumentar-ciclovias.html

- Notícia publicada no jornal Cruzeiro do Sul (Sorocaba-SP):

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=371815

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Automóvelatria

Automóvelatria Imprimir E-mail
Escrito por Gilvander Moreira
09-Dez-2010

Atualmente, no Brasil, cerca de 50 mil famílias recebem anualmente uma espada de dor no coração ao receber a notícia que um ente querido morreu em "acidente" de trânsito.

Dizer "acidente" é eufemismo, é dourar a pílula, pois se tratam de tragédias previsíveis e anunciadas, porque as estradas brasileiras são malfeitas e mal conservadas, além dos motoristas, que para complementarem seus baixos salários são forçados a dirigir um excesso de horas, pois a carga-mercadoria não pode atrasar. Para isso, os motoristas tomam um comprimido "energético", uma droga chamada rebit. Andam no limite.

A maior parte das estradas do Brasil, quando ainda não são de terra, sujeitas à formação de buracos, "costela" ou a lamaçais em tempos de chuva, é asfalto feito com fina espessura e em péssimo estado de conservação. Uma fina capa asfáltica não agüenta o peso das enormes carretas lotadas de carvão, de automóveis ou de qualquer coisa, que trafegam pelas rodovias, normalmente, com excesso de peso. Exemplo disso são as carretas que têm autorização para transportar somente 95 metros cúbicos de carvão, mas trazem, quase sempre, de 10 a 13% a mais, desrespeitando leis, com falta de fiscalização ou cumplicidade de fiscais.

"Nunca vi na minha vida tanto frenesi e tanto desejo de comprar um automóvel. Todo mundo quer um automóvel. Não importa se vai ficar endividado nos próximos 6 ou 7 anos", conta Geovane, funcionário de uma revendedora de automóveis. As propagandas são cada vez mais intensas e intermitentes. "Entre na concessionária e saia de carro novo, sem pagar nenhum centavo de entrada, com apenas 2,90 reais por dia", estrila uma propaganda.

"Eu gastava uma hora e meia de ônibus coletivo para chegar ao local do meu trabalho, mas agora gasto quase 3 horas, pois o trânsito está um inferno. Ao invés de levantar às 5 horas da manhã, tenho que levantar agora às 3h:30 da madrugada", desabafa Rosália.

Dia 2 de janeiro de 2010, pela manhã, vindo de automóvel, de João Pinheiro para Belo Horizonte (MG) – distância de 380 Km –, cruzei com 95 cegonheiras (carretas) que transportavam mais de mil automóveis. No Brasil, em 2007 foram vendidos 2,5 milhões de automóveis; em 2008, mais de 3 milhões. A FENABRAVE informou, em 5 de janeiro de 2010, que o Brasil fechou 2009 com um recorde de 3.141.226 veículos novos vendidos, número que, mesmo com a crise financeira, foi 11,35% superior ao de 2008.

As vendas de automóveis e veículos comerciais leve’s, em 2010, devem ultrapassar 3,4 milhões de unidades.

Encontrar estacionamento nas cidades grandes está cada vez mais difícil e, quando se encontra, muito caro. Nos grandes engarrafamentos, os automóveis se transformam em celas solitárias, prisões ambulantes. Prendem as pessoas não mais só em prisões ou com tornozeleiras, mas em celas solitárias ambulantes que são os automóveis em trânsito lento ou engarrafado.

Em uma progressão geométrica, as cidades vão se transformando em grandes estacionamentos. Sobrevive-se muito mais tempo dentro de automóveis e de ônibus coletivos do que em casa ou no ambiente de trabalho. Rádio, toca CDs, MP 3 e celulares aliviam a tensão que causa ficar "preso no trânsito".

Eis sinais de que estamos no meio de uma ‘automóvelatria’, ou seja, idolatria dos automóveis. Esses são deuses, falsos ídolos, que imolam no altar dos "acidentes" de trânsito 50 mil seres humanos por ano, só no Brasil. Ídolos que emitem bilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, aumentando muito o aquecimento global com todas as mudanças climáticas que sacrificarão cada vez mais um número maior de pessoas e tantos seres vivos da biodiversidade. Ídolos que paralisam milhões de pessoas em congestionamentos que a cada dia batem recordes em tamanho. Estresse, angústia, irritação, nervosismo, desrespeito às leis de trânsito, acidente ... São produzidos por esta nova idolatria que também pode ser chamada de carrolatria.

Em apoio e incentivo à automóvelatria, o governo Lula está sendo um Juscelino Kubitschek, pois fez em cinco anos o que se faria em cinqüenta: abarrotou o Brasil de automóveis e deixou milhões de pessoas endividadas e de joelhos, adorando à deusa indústria automobilística. Até os jegues que compõem a cultura nordestina estão ameaçados de extinção, pois a moda é comprar motocicletas que, na prática, substituem cavalo, égua e os jumentos (será que Jesus toparia entrar em Jerusalém montado numa motocicleta?).

Como desvencilhar-se da automóvelatria e resgatar a fé no Deus da vida? Idolatria é algo sedutor, mas é possível recriarmos uma outra forma de conviver em sociedade.

Cito alguns caminhos necessários: a) Criar uma sociedade sustentável; b) Reduzir muito o consumo; c) Viver de forma simples e austera; d) Frear o progressismo econômico. Basta de "é preciso crescer". A hora é de "é preciso preservar os bens naturais"!; e) Investir em transporte coletivo: metrô, trens, bicicleta etc.; f) Fazer reforma agrária para devolver para o campo a imensa multidão que foi enxotada pelo êxodo rural; g) Reforma urbana e não apenas urbanização; h) Reforma tributária a partir dos pobres; i) Fortalecer a democracia direta e participativa; j) Dar voz aos movimentos sociais populares e às pessoas de boa vontade.


FONTE: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5285/180/

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

BICICULTURA 2010 - SUCESSO!

Bicicultura 2010 se consolida como maior evento sobre bicicletas realizado no Brasil.
Intensa troca de experiências, planejamentos e ações!

sábado, 6 de novembro de 2010

1ª Mostra Internacional de Cinema sobre Bicicleta.

É com imensa satisfação que a ACIRN – Associação de Ciclistas do RN, comunica que realizará a sua 1ª Mostra Internacional de Cinema sobre Bicicleta.



Midcib

A Mostra Internacional de Cinema sobre Bicicleta tem o objetivo de estimular a produção de audiovisual sobre o uso da bicicleta nos seus mais vários aspectos e impressões positivas que esse extraordinário veículo promove.



Realização

A Midcib é uma realização da ACIRN que contará com o apoio de vários órgãos governamentais, empresas e diversas instituições do movimento social.



05 de Junho

Estimular as comemorações com referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente. A cidade de Natal/RN abrirá a mostra do Midcib que ocorrerá de 26 de maio a 29 de junho de 2011.



Exibição

As cidades onde serão exibidos a Midcib:

Natal, Açu, Areia Branca, Mossoró, Alexandria, Alto do Rodrigues, Macau, Parnamirim, Macaíba, Ceará-Mirim, João Câmara, Tibau do Sul/Pipa, Baia Formosa, Santa Cruz, Currais Novos, Acari, Caicó e São Miguel do Gostoso.



www.midcib.blogspot.com

Você encontrará outras informações, como as datas de exibição em cada cidade e sobre as inscrições dos filmes para concorrer ao Midcib 2011.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cultura da bicicleta na Europa - bom exemplo

Cultura da bicicleta na Europa - bom exemplo

texto e fotos por Uirá Lourenço


Para os que sonham com cidades saudáveis no Brasil e ainda creem na possibilidade de, um dia, termos boas condições para a mobilidade por bicicleta, vale conferir o link abaixo, com imagens sobre o uso de bicicleta em Paris, Berlim, Amsterdam e Copenhague.

Cultura da bicicleta na Europa
http://picasaweb.google.com.br/uiradebelem/CulturaDaBicicletaNaEuropa

Observei que são diversas as medidas de incentivo às bicicletas: ciclovias, ciclofaixas, bicicletários, integração intermodal, sinalização, fiscalização e educação no trânsito. Além disso, incentivo ao transporte coletivo, desestímulo aos automóveis (política de tributação e restrição do espaço destinado a eles) e moderação de tráfego (com destaque para as zonas 30, de baixa velocidade) fazem parte do pacote de melhorias na mobilidade.

Fica como exemplo a ser seguido.

Teremos novos governos em 2011. E a Copa será em 2014. O cenário é, em tese, favorável a mudanças. Só nos resta lutar por melhorias na mobilidade urbana. Definitivamente, a locomoção motorizada individual tradicionalmente adotada nos centros urbanos do Brasil não é racional nem saudável.