quinta-feira, 4 de junho de 2009

Trânsito Aracaju - Ciclo Urbano - Bike é Meio de Transporte

Matéria Feita por Carla Suzanne com imagens de Alan Barcellos, Publicada em 08 de Março no SETV 1ª Edição Mostrando a problemática causada pelos carros na cidade de Aracaju.
Matéria Feita por Carla Suzanne com imagens de Alan Barcellos, Publicada em 08 de Março no SETV 1ª Edição Mostrando a problemática causada pelos carros na cidade de Aracaju.

O vídeo original está no:

http://www.youtube.com/watch?v=xtVG7WUFnA0

domingo, 24 de maio de 2009

A Polly e a pedra!

Tudo estava muito lindo naquele dia, a noite anterior tinha sido muito boa, conversas, cervejas uma pedalada básica no final da noite, uma reunião de amigos, um filme e depois, o merecido descanso.
Ficou acertado, na noite anterior, que assim que levantássemos, iríamos conhecer uma possível casa para morarmos, a proposta era tão boa que chegava até a ser indecente.
Morar num chalé, no meio de outros chalés, dentro de uma chácara, com piscina de água corrente, um ribeirão e duas quedas d`água, fora a extensa vegetação do local, muito silêncio, muita calma, e o que é melhor, tudo isso por um preço muito muito baixo, e o que é melhor ainda, tudo isso a apenas 13 km do centro da cidade.
Poxa, o que são 13 km de bike??? Praticamente nada.
Levantamos cedo, quer dizer, cedo para um dia de sábado, resolvemos levar as bikes no carro e voltar pedalando. A Musa se propôs a levar todo mundo no seu carro comunitário, é lá fomos nós: a Musa, nós três e as três bikes.
Chegamos ao local, conhecemos os chalés, a piscina, o ribeirão e as quedas d`água, conhecemos a proprietária, uma senhorinha muito gentil que nos tratou muito bem, me senti em casa, era mesmo como se fosse parte da família...
Nos despedimos da senhoria, tiramos as bikes do carro, nos despedimos da Musa (não antes de combinar de encontrá-la no final do percurso para um farto café da manhã), enfim, estava na hora de avaliar se a distância e principalmente o percurso seria tranquilo para uma pedalada diária.
Pra ir pela pista de asfalto o caminho era extremamente mais longo, então, de maneira bem simples e natural optamos por ir pelo caminho de terra, afinal eram apenas 900 metros de descida e já sairíamos numa ciclovia bem segura, depois, ao final da ciclovia, teríamos mais uns 10 km de descida pelo asfalto, o que, na nossa avaliação, seria tranquilo demais.
E lá fomos nós, conversando, rindo e fazendo planos, pedalando pela estradinha de terra, até que começou a primeira ladeira.
Me posicionei atrás do grupo, afinal de contas, a minha bike estava (e ainda está) com o problemas no freio.
Tudo correu bem nos primeiros 500 metros de percurso, apesar da nítida velocidade que a querida Jah estava imprimindo em sua magrela.
Na segunda fase da descida a coisa se configurou de uma forma mais espantosa, eu sofria para segurar a Natasha sem freio naquela trilha esburacada e escorregadia, o Yu descia tranquilamente mais a frente, se apossando completamente da sua MTB, diga-se de passagem que além de perfeitinha era a única adequada para aquele tipo de terreno, e beeeeem lá na frente a Jah voava desgovernada em cima da Polly.
Depois de assistir, atônito a descida alucinante, me deparei com uma das cenas mais chocantes que já vi, tudo bem que por já ter feito muitas trilhas de bike já presenciei muitas e muitas quedas, alguns cortes profundos e outros tantos tropeços e hematomas, mas nada que se compare a tal colisão...
Ela ia firme e forte, em velocidade crescente, até se chocar de frente com uma parede de pedra bem no meio da trilha... a pancada foi forte, seca, o barulho, também seco, um estampido alto, algo inenarrável... a bike voou para um lado, a Jah para o outro, decolou uns dois metros de altura, ainda bateu a cabeça na pedra e se estatelou no chão.
Sorte estar com o capacete, creio que isso tenha salvado sua vida.
Chegamos logo atrás dela, tentamos manter a calma, tranquilizá-la e identificar a gravidade do caso.
Vi algumas partes esfoladas, o ombro meio inchado, a mão sangrando... mas por incrível que pareça ela estava bem, conversando, reagindo e bem consciente do que estava acontecendo.
Liguei para a Musa que veio ao nosso encontro, colocamos as bikes de volta no carro e fomos dirto para o hospital.
Apesar de algum contratempo no atendimento do PS, tudo correu bem, nenhum corte profundo, nenhuma hemorragia, nenhuma fratura, apenas dores pelo corpo todo, um monte de esfolamentos aqui e acolá e uma bela história de aventura para contar ...
Agora a Jah está se recuperando e a Polly vai ter que passar por uma troca geral de peças, as rodas se foram, o cubo dianteiro também, tavez o garfo e o guidão também precisem de reposição...
Mas a vida é assim mesmo, o negócio agora é dar risada e se precaver para que isso não ocorra novamente, nem com a Jah e nem com mais nenhum de nossos amigos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Inventor de Bicicletas



Do Jornal de Noticias










João Maio, 68 anos, dorme com um papel e um lápis para durante a noite registar ideias para novas bicicletas, soluções para quem tem limitações físicas. A uma delas chamou-lhe "cavalo".
Já foi questionado por polícias, filmado por transeuntes e quase provocou colisões nas estradas.
O "cavalo", a bicicleta criada por João Maio, não passa despercebido. O pedalar faz a diferença: o movimento vertical substitui o circulatório na invenção deste aveirense de 68 anos. Técnico oficial de contas, Maio foi sargento da Força Aérea e quando regressou ficou com a serralharia do pai, a "Reparadora Santa Joana". O negócio vivia do arranjo de bicicletas. João Maio nasceu no meio das duas rodas e sempre gostou de pedalar, ao contrário de andar, o exercício físico receitado pela médica para melhorar os problemas cardíacos detectados em meados da década de 90. Saturado de circular 30 minutos por dia a pé, Maio pensou numa alternativa, "uma máquina que fizesse o mesmo efeito". "Comecei a soldar uns ferros aqui, outros ali, e ao fim de um ano tinha inventado o 'cavalo'", a bicicleta que Maio considera mais completa. "Pedalamos com a coluna direita e fazemos metade do esforço porque o peso do corpo acciona metade do movimento da roda,", explica.
A "terapêutica" funcionou e de tal forma os resultados impressionaram a médica, que a "doutora" encomendou um "cavalo" ao paciente. O velocípede está ainda equipado com um suporte que o transforma numa bicicleta de manutenção, fixa. João Maio admite que a bicicleta (400 euros) é cara, "devido aos materiais e à especificidade de construção", e que, por isso, comercializada poucas. Mas não está preocupado com isso, de tal forma que nunca pensou vender a ideia a um construtor de bicicletas, "nem tão pouco registei a patente", revela.
Mais importante que o dinheiro, diz, é a "alegria de inventar, de criar bicicletas que melhorem a vida das pessoas", nomeadamente dos idosos e de deficientes motores. "Os pais de duas crianças paraplégicas, da Trofa e de Lisboa, foram à minha oficina pedir ajuda. Os filhos queriam andar de bicicleta como os outros meninos. Não descansei enquanto não lhe resolvi o problema. Muitas vezes pensando durante a noite, até durmo com um bloco e uma caneta na mesa de cabeceira para registar possíveis soluções. Foi assim que criei 'triciclos' adaptados ao tamanho e às capacidades de cada um", conta com orgulho. O mesmo com que faz tricicletas de tracção manual. "Tenha o problema que tiver, ninguém sai daqui sem uma bicicleta", garante.

Fonte:

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Conheça Brasília de Bicicleta

O projeto ‘Escola Peripatética: Educação Patrimonial’ abre nesta segunda-feira (4) as inscrições para o programa ‘Brasília de Bicicleta’. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas de 4 a 15 de maio no Panteão da Pátria, ou pelo telefone 3322-3244.
O ciclista deve apenas comparecer no dia 17 de maio no ponto de partida levando sua bicicleta.
O programa convida pessoas de todos os sexos e idades interessados na história e construção de Brasília a fazer um passeio ciclístico pelos principais monumentos e marcos históricos da Capital Federal. Tudo isso, acompanhado do professor Rinaldo Paceli, vencedor do Prêmio José Aparecido de Oliveira oferecido pela Secretaria de Cultura para premiar um trabalho representativo de ação preservacionista relativo à Brasília como Patrimônio Histórico da Humanidade.

O passeio será no dia 17 de maio e o ponto de partida é a ‘Praça do Cruzeiro’. De lá, os ciclistas seguem para a Torre de TV, Complexo Cultural da República e Esplanada dos Ministérios até chegarem à Praça dos Três Poderes, onde encerrarão a jornada no Espaço Lúcio Costa.

Os participantes poderão ver marcos históricos da Capital Federal, como, por exemplo, o Ipê próximo a Torre de TV que simboliza as 250 mil árvores plantadas no Plano Piloto. Ou o marco intitulado ‘Pontos Cardeais’ em frente a Catedral de Brasília. A placa, datada de 2 de fevereiro de 1960, presta homenagem a um grupo de pioneiros da capital que participaram de uma grande carreata organizada pelo então presidente Jucelino Kubistschek, e ficou conhecida como ‘Caravana de Integração Nacional’. De acordo com Rinaldo Paceli, o objetivo do passeio é desenvolver o conhecimento das pessoas sobre Brasília, sua peculiaridade histórica, urbanística e arquitetônica, por meio da educação patrimonial. “Com uma pedalada sobre o Eixo Monumental nós conseguiremos promover a valorização da Capital Federal como Patrimônio Cultural da Humanidade”, afirma.

PROGRAME-SE:
Inscrições para o passeio ciclístico da Escola Peripatética de Educação Patrimonial. De 04 a 15 de maio no Panteão da Pátria ou pelo telefone: 3325-6244. Informações: 3325-6218.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

APOCALIPSE MOTORIZADO - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído

Ned Ludd (org.)

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo. Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!
As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas...
Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque. Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.
Por isso, o livro Apocalipse Motorizado - A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social.
Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.
A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.
Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.
O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.
OS AUTORES:
Ivan Illich (1926-2000) foi um dos pensadores mais surpreendentes dos anos 70 e 80. Com precisão e força atacou cada um dos falsos consensos da sociedade ocidental. O texto de Illich neste livro teve imenso impacto no pensamento libertário de hoje.
André Gorz nasceu em Viena, em 1924, é autor de ´Crítica da Divisão de Trabalho (Martins Fontes, 1989).
Aufheben é o nome de um grupo autonomista marxista da Inglaterra surgido nos anos 90.
Car Buster é a principal organização ativista internacional do movimento anticarro.
Reclaim The Streets é um dos principais movimentos ativistas de Londres que surgiu em 1991 com o intuito de tornar as ruas um local de convívio entre pessoas e não somente um espaço de passagem.
Ned Ludd é organizador do livro Urgência nas Ruas
Coleção Baderna - Conrad, 2002
Download em:

PROVOS - Amsterdam e o Nascimento da Contracultura


Matteo Guarnaccia

PROVOS é a forma reduzida de "provocadores", um dos grupos-chave no surgimento daquilo que nos anos 60 acabou tomando o nome de Contracultura.

"A revolta Provo foi o primeiro episódio em que os jovens, como grupo social independente, tentaram influenciar o território da política, fazendo-o de modo absolutamente original", conta Matteo Guarnaccia. "Caminhando contra a corrente do `cair fora` beatinik, os Provos holandeses empenharam-se descaradamente em permanecer `dentro da sociedade`, para provocar nela curto-circuito."

Herdeiros do dadaísmo e da tradição anarco-comunista, os provos inauguraram novos formatos de ação política e da luta ecológica. Deram nova dimensão à idéia de desobediência civil.

O autor, Matteo Guarnaccia, conta aqui a história do grupo que inspirou toda a chamada contracultura dos anos 60 e transformou Amsterdam na cidade mais livre e tolerante do Ocidente.

Jogo, magia, e anarquia, nisso foi centrada a atividade do movimento Provo. Um grupo de divertidos agitadores que se reuniram no "Centro Mágico" de Amsterdam para celebrar ritos coletivos contra o fetiche da sociedade consumista. Ali surgiram as primeiras campanhas antipublicidade e anti automóvel. Ali surgiu aquilo que passamos a chamar de Contracultura e se desenvolveu a idéia de que a subversão funciaonava melhor quando misturada com humor inesperado.

O exemplo dos Provos antecipou e inspirou os diversos movimentos de contestação jovem nos anos 60, inclusive a esquerda hippie norte-americana e os manifestantes do maio de 68 francês.

Matteo Guarnaccia nasceu em Milão em 1954 e é um dos principais representantes da psicodelia européia, seja com seu trabalho como ensaísta e escritor, seja com seu trabalho como artista.
Download em:

Sociedade do Autmóvel

É com imenso prazer que colocamos aqui o link para o download do vídeo "Sociedade do Automóvel"
Vídeo esse que inspirou e inspira muitos cicloativistas Brasil afora e que teve papel determinante na escolha do nome deste blog.
Sobre o vídeo:
O vídeo Sociedade do Automóvel, feito por Branca Nunes e Thiago Benicchio, tem 39 minutos e trata da mobilidade urbana, do caos motorizado, do uso do espaço público pela cultura do automóvel.
Abaixo a sinopse:
11 milhões de pessoas, quase 6 milhões de automóveis; um acidente a cada 3 minutos; uma pessoa morta a cada 6 horas; 8 vítimas fatais da poluição por dia. No lugar da praça, o shopping center; no lugar da calçada, a avenida; no lugar do parque, o estacionamento; em vez de vozes, motores e buzinas. Trabalhar para dirigir, dirigir para trabalhar: compre um carro, liberte-se do transporte público ruim. Aquilo que é público é de ninguém, ou daqueles que não podem pagar. Vidros escuros e fechados evitam o contato humano. Tédio, raiva angústia e solidão na cidade que não pode parar, mas não consegue sair do lugar.


Para baixar o vídeo:

http://www.ta.org.br/sociedadedoautomovel/down.html